Quando ligamos a televisão para ouvir os noticiários deparamos-nos com vários escândalos e ficamos assustados.
O mais recente foi o do Banco Master envolvendo políticos, jornalistas e até ministros do Supremo Tribunal Federal. Um deles ocupava a Pasta da Justiça e, misteriosamente, pediu demissão. A família estava envolvida com o tal banco.
Outro grande mistério: o dono do Master quer fazer delação premiada e não consegue. A razão deve ser para evitar que novas figuras ilustres apareçam na citada delação.
Houve, também, o escândalo do INSS. Autoridades e servidores públicos envolvidos no sistema de fazer empréstimos consignados, sem os interessados tomarem conhecimento do fato.
Algumas pessoas foram presas, mas as vítimas não receberam seu dinheiro de volta. O governo ensaiou um programa de devolução, mas nem todos foram beneficiados. Os pobres coitados foram prejudicados.
Outro fato comum no Brasil todo é a tal da rachadinha. Funciona de maneira tão hábil que nem sempre a justiça pode provar. Os comissionados recebem o salário mensal e devolvem parte para o parlamentar que o nomeia. Quando chega a hora de comprovar o fato, as criaturas ficam caladas e ainda chegam acompanhadas de advogados. Se disserem a verdade, perdem o emprego. E nada muda!
Outro fato injustificável é o tal do Fundo Partidário. Muito dinheiro é distribuído para os Presidentes de Partido para que gastem nas eleições. Quem não tem acesso à verba que vem do povo faz campanha eleitoral sem nada no bolso e perde a eleição.
Já participei de um pleito e vi o candidato principal arrecadar dinheiro com os usineiros e distribuir com os candidatos a vereador. Quem não entrasse no sistema, perdia a eleição. E ainda hoje é assim!
O mistério que ninguém consegue desvendar: por que quem está no governo já entra em vantagem nas pesquisas? Pensando bem, deve ser porque tem a máquina governamental nas mãos.
Certa vez, ouvi de um candidato: perdemos o apoio de fulano. Nosso opositor ofereceu-lhe mais de trezentos mil reais. O idealismo inexiste entre os políticos brasileiros. O que existe é o dinheiro!
Compra de voto é outro escândalo que persiste ano após ano. Li na mídia que este ano já haverá voto a ser comprado a mil reais. Fiquei assustada: se o candidato precisar de trinta mil votos gastará quanto?
Quando entrei na Assembleia com dezoito anos não via as eleições com tantos escândalos. Havia os redutos eleitorais, mas vi professor público ser eleito deputado estadual.
O que mais me impressiona é ver homens que compram votos, praticam as rachadinhas, se acham no direito de perseguir servidores e querem praticar uma justiça inexistente.
Se os escândalos continuarem, se os votos forem comprados, se os fundos partidários não deixarem de existir, como o Brasil será um país livre onde podemos eleger bons candidatos?
Os eleitos são sempre os mesmos. Há famílias inteiras mandando no Brasil desde cedo. Nada muda! Há regiões do grupo tal, outras do outro grupo. Há pessoas que se vendem, pulando de galho em galho.
Os políticos falam em democracia, mas não a respeitam. Querem comandar as regiões através da força e do dinheiro.
Passado o pleito, vão querer recuperar o perdido. Colocar em funções estratégicas seus comandados.
Diante de tudo isso, o Brasil não muda e os escândalos se sucedem.
Deus na causa!
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